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Dê colo, sem moderação!

Além de fortalecer o vínculo entre pais e filho, o contato pele a pele contribui para o desenvolvimento emocional, tornando as crianças mais seguras e independentes



Colo demais estraga! Se você é pai ou mãe de um bebezinho, provavelmente já ouviu essa frase algumas vezes. Mas, afinal de contas, o que dizem os especialistas? Justamente o contrário. Bebês precisam ser carregados no colo e receber muito carinho. É diante do nosso toque e aconchego que geramos conforto e segurança afetiva para as crianças. O afeto oferecido a elas na primeira infância irá delinear sua personalidade e servirá como efeito protetor contra doenças como a ansiedade e a depressão.


Por que eles amam?


É simples: o colo recorda aquela sensação boa de aconchego da vida intrauterina. Além de gerar calor, proximidade e segurança, a pele a pele resgata um som já muito conhecido pelos bebês: as batidas do coração da mãe. A especialista também reforça que o choro é a principal forma de comunicação de um bebê. E oferecer colo como resposta para esse serzinho que ainda não sabe que saiu do útero é tudo o que ele mais quer e precisa naquele momento.


Outro detalhe, é que os bebês são seres extremamente sensoriais. A pele é o maior órgão do corpo humano. Em consequência disso, o tato é o primeiro sentido a se desenvolver, sendo de grande importância para o crescimento da confiança e autoestima da criança.


Uma das provas dessa eficiência é o conhecido método canguru, um tipo de assistência neonatal que estimula o contato pele a pele para que o bebê sinta o cheiro e o calor da mãe. Criado na Colômbia na década de 1980, no Brasil o método virou Norma de Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso, de acordo com orientação do Ministério da Saúde.


Em estudo mais recente, publicado em 2018, pesquisadores da Universidade de British Columbia, no Canadá, concluíram que o toque influencia o desenvolvimento do DNA. O grupo avaliou 94 bebês com cinco semanas de vida e pediu que os pais monitorassem o comportamento dos pequenos, assim como a quantidade de tempo que passavam no colo. O resultado? As crianças mais angustiadas e com menos tempo de contato físico eram como se tivessem uma idade genética mais atrasada.


Traumas emocionais que acontecem na infância, como a falta de afeto e carinho dos pais, são mais determinantes nas dificuldades de relacionamentos que os adultos podem apresentar ao longo da vida e, entre eles, destacam-se a insegurança, medo de ser rejeitado e a baixa autoestima.


5 mitos e verdades quando o assunto é colo


1. Mito: colo deixa o bebê mal-acostumado

Bebês precisam ser carregados no colo, receber muito carinho, serem ninados, acariciados e massageados. É diante do nosso toque e aconchego que geramos conforto e segurança afetiva para as crianças. Não confunda carinho com superproteção e dê muito colo para os seus filhos.


2. Verdade: facilita a amamentação

A proximidade entre mãe e filho eleva, em ambos, os níveis de ocitocina – um hormônio relacionado à redução do estresse e que também ajuda a elevar a produção de leite materno.


3. Mito: colo de mãe é mais importante que o de pai

Os dois colos são igualmente importantes. O pai deve estar inserido em todos os processos de cuidado do filho. Os benefícios dessa presença são inúmeros, representando segurança e sendo uma figura essencial para o desenvolvimento emocional da criança.


4. Verdade: acalma mamães e bebês

Uma pesquisa realizada por cientistas do Sistema Nacional de Saúde da Criança, nos Estados Unidos, apontou que os níveis de estresse e tensão de mamães que tinham seus bebês internados na UTI neonatal caíam consideravelmente ao segurá-los no colo. Os bebês, por sua vez, ficam com sua frequência cardíaca mais estável quando em contato com a pele da mãe.


5. Mito: as crianças não largam o colo sozinhas

Conforme ganham confiança e independência para explorar o mundo com seus pequenos passinhos, a frequência de colo começa a diminuir naturalmente – isso costuma acontecer entre os 2 e 3 anos. A partir dessa idade, os pais devem estimular a autonomia dos pequenos. Converse, ouça, abrace, beije e nunca negue colo em situações de tristeza.



Fonte: Revista Crescer

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